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Dicas do que escrever (e do que não escrever) na sua prova dissertativa para professor

  • Foto do escritor: Marcelo Martins de Melo
    Marcelo Martins de Melo
  • 5 de jul. de 2015
  • 2 min de leitura

No post anterior falamos o "bê-á-bá da prova dissertativa em concursos para professores", tratando principalmente sobre a estrutura. Nesse post falaremos sobre o que ajuda a sua prova a ser bem avaliada, assim como o que pode tirar pontos preciosos em relação ao conteúdo.

Em alguns concursos o domínio do tema (o conteúdo) é o que tem maior peso, pois mostra que você entende do assunto cobrado. Esse conteúdo está diretamente ligado ao quanto você estudou para o concurso.

Mas não adianta você saber tudo do tema e na hora de escrever usar certas palavras e expressões proibidas. Essas palavras e expressões demonstram equívocos conceituais, preconceitos e principalmente desalinhamento com a proposta da rede. Esses erros podem ser fatais para a sua classificação.

Então vamos entender melhor sobre o conteúdo!

NUNCA ESCREVA NA SUA PROVA DISSERTATIVA:

“Para resolver esse problema eu chamaria a polícia” (considere o diálogo entre os envolvidos como a principal solução);

“A culpa é da família” (a culpa nunca será da família);

“A escola ensina e a família educa”( a escola também educa e a família também ensina);

“A culpa é da sociedade”;

“A culpa é do ECA, que deixa as crianças fazerem tudo”;

“A culpa é do governo que não valoriza a educação”;

“A culpa é da criança”;

“Antigamente a educação era melhor”;

“Isso não é função do professor”;

“Sou contra a inclusão”;

Sou a favor da reprovação;

“O professor transmite os conhecimentos”;

“O aluno tem problemas”;

Reduzir a situação problema à prática de bullying;

Colocar impressões pessoais não fundamentadas na teoria;

SEMPRE ESCREVA NA SUA PROVA DISSERTATIVA:

Considerar na sua argumentação o projeto político pedagógico da escola;

Agregar na sua argumentação o diálogo e a escuta do outro (docentes, estudantes, moradores e representantes da comunidade escolar);

Considerar e valorizar a diversidade e a heterogeneidade dentro da escola;

Apresentar nas ações descritas práticas inclusivas e cooperativas (da turma e da escola), a partir do reconhecimento da educação como direito de todos;

Demonstrar conhecimento de suas obrigações como professor em relação as questões apresentadas, considerando a Constituição Federal (CF), o Estatuto da Criança e Adolescente

(ECA), a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB);

Demonstrar conhecer os argumentos principais expressos na bibliografia proposta sobre o tema.

Sempre manter como referência, a igualdade e o respeito entre todos;

As propostas apresentadas pelo candidato para resolver o problema devem ser abrangentes e radicais (ir a raiz do problema), contemplando ações de prevenção, intervenção e educação para o convívio, combinando ações inclusivas e cooperativas, e não como ações de intervenção pontual para o caso descrito.

Também é importante nunca se esquecer de que:

Educação e aprendizagem são direitos;

A criança deve ser avaliada a partir de seus avanços;

Os avanços do aluno dependem da intervenção do professor;

O professor faz a mediação do conhecimento;

A escola deve estar integrada com a comunidade;

Ainda tem dúvidas? Escreva-nos!

 
 
 

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